Centro Europeu: Santos tem novo espaço para ver e discutir o cinema

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Como parte das atividades extra-curriculares do curso de Cinema, o Cineclube Centro Europeu Santos (Rua Timbiras, 7/Santos) terá uma programação pautada pelas atividades do cronograma de atividades dos alunos, mas também é aberto ao público, tanto de outros cursos da escola, como da sociedade. As sessões sempre serão seguidas por bate-papos. O intuito, com estas exibições, é gerar reflexão e um olhar aprofundado no “fazer cinematográfico”, possibilitando aos presentes uma percepção além da parte técnica – de forma informativa e prazerosa.

Os encontros são gratuitos e ocorrerão às sextas-feiras, às 19h30, mediados pelo coordenador do curso, o jornalista e crítico André Azenha e, eventualmente, com algum convidado: que poderá ser um dos professores como também profissionais que atuam no ramo audiovisual, críticos, jornalistas, etc. “A ideia é dar o apoio necessário aos alunos e, para o público, uma opção de cultura gratuita e fora do circuito comercial. Que pessoas saibam que, sexta à noite, sempre neste horário, haverá um filme sempre exibido e uma conversa sobre a sétima arte”, diz Azenha. A programação de maio tem documentários premiados, do país e do exterior. Confira:

10 de maio – ‘Nós que aqui estamos, por vós esperamos’ (1999); Direção: Marcelo Masagão. 73 minutos.
A partir de recortes biográficos reais e ficcionais de pequenos e grandes personagens do mundo, narra a história do século XX. Com 95% de imagens extraídas de arquivos, o filme pretende discutir a banalização da morte e por correspondência direta, da vida. Curiosidade: o título foi extraído do pórtico de um cemitério de uma cidade do interior de São Paulo.

17 de maio – ‘Santiago’ (2007); Direção: João Moreira Salles. 80 minutos.
Em 1992 o diretor João Moreira Salles planejou o documentário “Santiago”, baseado na vida do mordomo da casa de sua família. Devido à sua incapacidade em editar as cenas filmadas, o longa-metragem nunca foi concluído. Em 2005 o diretor voltou a trabalhar sobre as cenas gravadas, encontrando outro foco no material rodado.

24 de maio – ‘Arquitetura da Destruição’ (1989); Direção: Peter Cohen. 119 minutos.
Oferece uma abordagem pouco explorada entre as produções sobre o nazismo: o viés artístico por meio do qual Hitler quis impor seus princípios megalomaníacos de dominação. Mídia e cultura são apresentadas como elementos legitimadores da ideologia nazista, utilizados para justificar e estimular o massacre a judeus e a busca por um “embelezamento do mundo”, ainda que para tanto, fosse necessário a destruição deste mesmo mundo. Venceu o prêmio da crítica na Mostra Internacional de São Paulo e é considerado um clássico do gênero.

31 de maio – ‘Laje dos Sonhos’ (2012); Direção: Raquel Pellegrini. 52 minutos
Retrata a interação do homem com este que é um dos mais importantes santuários marinhos do Brasil, e ainda revela um pouco da história do lugar. Também mostra o que a Laje representa para os mergulhadores que ganham a vida em função dela, e a importância do parque marinho para o litoral paulista.
+ Bate-papo com Raquel Pellegrini

*André Azenha – Centro Europeu Santos

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