Livro ‘Orgone + 25’ narra jubileu de prata do teatro além dos palcos

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O Orgone, um dos mais tradicionais e premiados grupos teatrais do estado de São Paulo, recorda seus 25 anos – completados em 11 de novembro – com o lançamento do livro “Orgone + 25”, no sábado (8/dez), a partir das 20h, no Centro Europeu Santos (Rua Timbiras, 7). A noite terá sessão de autógrafos com Renato Di Renzo e Cláudia Alonso, respectivamente diretor e coordenadora do grupo.

“Assim, diante de corpos que se movem tanto ao sabor de sons quanto do silêncio, de ousadias cênicas, da liberdade verbal, dos temas que nos falam diretamente, o Orgone chega aos 25 anos de existência, mostrando que também é capaz de fazer pensar com humor, como nas novelas apresentadas em capítulos no Café Teatro Rolidei, algumas transmitidas pela tevê”, escreve a jornalista Madô Martins no prefácio do livro. “Bodas de prata de um trabalho voluntário, sem qualquer tipo de subvenção ou patrocínio, e que soube conquistar o seu espaço. Trabalho cooperativo, em que todos emprestam suas forças e talento, confeccionando cenários, vestuário e adereços, vindo de longe para as reuniões, participando de ensaios que não raro chegam à madrugada, criando textos, contribuindo com depoimentos e vivências”, ressalta a escritora.

Cada exemplar do livro é uma obra de arte, costurado a mão, com lindas fotos em preto e branco, mais dez fotos soltas que podem ser enquadradas e chega dentro de uma dobradura. Já os textos, são da autoria de nomes relevantes na área artística e cultural, como Regina Alonso, presente com seus poemas, Claudio Mendel e Alexandre Matte. “Tive a oportunidade de assistir a alguns trabalhos do grupo, tanto em São Paulo quanto em Santos, e sempre fiquei surpreendido pela ousadia, sobretudo com relação à forma estética resultante da criação de Renato Di Renzo, que incorporou-se ao grupo e renovou a linguagem e a inserção de novos expedientes à companhia, inicialmente como um problematizador e, posteriormente, sem abrir mão do primeiro conceito, como diretor incentivador do conceito de ‘ator criador’”, destaca Matte, que segue: “As obras do Grupo Orgone de Arte parecem trazer um outro modo de ver o cotidianizado (sempre apreendido em desatenção); um novo modo de desenhar a cena (tem Artaud, tem Ohno, mas sobretudo a reinvenção pela exclusão da gente do Pinel e do Tam Tam); parafraseando Clarice Lispector quanto ao que teria vindo antes, o ovo ou a galinha – o Orgone é um coletivo para certas gentes terem onde se esconder para mostrar tantos de-dentro escorridos…”

O livro tem edição assinada por Cristina Sara. A noite de lançamento terá happenings com o canto de Alice Mesquita e Sol Martinez, e conta com apoiadores fundamentais para sua realização: Estúdio 58 Imagens Aéreas, Cab Propaganda, CineZen, Conceito 7 Fotografia, IF Fotos, Gardênia Flores, Andréa Doces Finos, Centro Europeu Santos, Clube Foto Amigos de Santos, Confeitaria Viena, Buffett Grandes Lembranças, Elements Bartender, Enoteca Decanter, Laticínios Marcelo, Visarq, Zezé Coiffeur, Composê, Abrescas, Gráfica Demar, Algazarra Festas e Daty Eventos.

Orgone. O grupo nasceu em 11 de novembro de 1987 “pelos pés” da então bailarina Claudia Alonso. O trabalho era estritamente de dança. Após formar-se em Psicologia e ter sua primeira experiência profissional com dança junto aos egressos do Anchieta sob a batuta do Arte Educador Renato Di Renzo, Claudia percebeu que era aquilo que devia e queria fazer. Assim, em 1993, Di Renzo assume a condução do grupo, dando-lhe a “cara” que é tão conhecida pelos quatro cantos do país: vanguarda – ineditismo – continuidade – vocação e urgência!

Desde então, o grupo, mantido pela Associação Projeto TAMTAM, desenvolve um trabalho de pesquisa e vanguarda, com propostas cênicas que abordam temas de cunho social, provocando reflexão, formação e a transformação do homem. Pelo grupo, já passaram milhares de jovens que hoje são multiplicadores em seus bairros e/ou cidades, de uma visão onde a arte é a principal agregadora dos movimentos e causas sociais. A base de todo o trabalho do Orgone se dá na educação, formando sem pena ou dó, mas com crítica e consciência sobre o mundo atual.

*André Azenha

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