Cia. Orgone completa 25 anos no próximo dia 11

Exclusivamente santista – de nascimento e permanência – o Orgone Grupo de Arte, que integra a Associação Projeto TAMTAM, é pulsão de vida na essência da palavra. Um dos mais premiados e tradicionais do estado de São Paulo, realiza um trabalho que transcende os palcos, gerando reflexão no público e disseminando a inclusão social. Com um trabalho transgressor, fruto da união entre a bailarina e psicóloga Cláudia Alonso e, posteriormente, do Arte Educador e dramaturgo Renato Di Renzo, o grupo chega aos 25 anos de atuação, que serão completados em 11 de novembro. E o público terá pela frente uma programação especial: repleta de teatro e o lançamento de um livro que narra essa trajetória em fotos e textos assinados por jornalistas e críticos.

Para começar, nos dias 9 (resgatando a sessão “maldita”, à meia-noite), 10 (21h) e 11 de novembro (20h), volta ao Café Teatro Rolidei a peça “Ensayo Para Dias de Chuva”. Já nos dias 25 desse mês (20h), e 1º (21h) e 2 de dezembro (20h), no mesmo espaço, será a vez do espetáculo “Canalha – Ensaio Para Nelson”, que homenageia o centenário de Nelson Rodrigues. O cronograma será coroado em 8 de dezembro, 20h, no lançamento do livro “Orgone + 25”. A sessão de autógrafos ocorrerá no Centro Europeu Santos.

Cia. Orgone. O grupo nasceu em 11 de novembro de 1987 “pelos pés” da então bailarina Claudia Alonso. O trabalho era estritamente de dança. Após formar-se em Psicologia e ter sua primeira experiência profissional com dança junto aos egressos do Anchieta sob a batuta do Arte Educador Renato Di Renzo, Claudia percebeu que era aquilo que devia e queria fazer. Assim, em 1993, Di Renzo assume a condução do grupo, dando-lhe a “cara” que é tão conhecida pelos quatro cantos do país: vanguarda – ineditismo – continuidade – vocação e urgência!

Desde então, o grupo, mantido pela Associação Projeto TAMTAM, desenvolve um trabalho de pesquisa e vanguarda, com propostas cênicas que abordam temas de cunho social, provocando reflexão, formação e a transformação do homem. Pelo grupo, já passaram milhares de jovens que hoje são multiplicadores em seus bairros e/ou cidades, de uma visão onde a arte é a principal agregadora dos movimentos e causas sociais. A base de todo o trabalho do Orgone se dá na educação, formando sem pena ou dó, mas com crítica e consciência sobre o mundo atual.

Espetáculos. Na trajetória, montagens como “Na Sala de Espera do Dr. Sigmund” (1992); “Zazar’H” (1992); “Ensaio para Valquírias” (1997); “As Flores de Cit. Tao” (97); “Let Move” (99); “Meu Dentro é o que Escorre” (99); “Aqueles Dias Vermelhos” (2000), “C.èzanne” (2000); “Z, obra incompleta…o processo da obra” (2000); “Projeto Urbañus” (2000); “Traços & Troças – Elogio à Folia” (2001); “A Palavra do Silêncio” (2001); “Quem tem fé…voa!” (2001), “Scriptus Lunatus” (2001); “Vidas” (Quase) “Azuis” (2001); “Sóis Amarelos” (2002); “Redimeid Bluiz” (2003); “Exercício para Espera” (2003); “Exodus” (2006), “Canalha – Ensaio para Nelson” (2008), “Ensayo Para Dias de Chuva” (2011) o Teatro Rolidei e suas novelas teatrais “Herculano quem diria, acabou no Rolidei”; “Vestido para Morrer; A moça que veio de longe”; “Ai, que Delícia de Guerra”; além de esquetes teatrais e intervenções poéticas.

Os espetáculos já foram apresentados em cidades e estados de todo o país, como São Paulo, Marília, Uberlândia, Araxá, São José do Rio Preto, Rio de Janeiro, Guarulhos, Campinas, Serra Negra e toda a Baixada Santista, em encontros e conferências das mais diversas áreas e em teatros como o Dulcina, Quorpo Santo; Instituto Phillipe Pinel; e Teatro São Pedro em Abrantes – Portugal.

O grupo teve participação em importantes festivais, como o Internacional de São José do Rio Preto; III Festival Internacional de Assunção – Paraguai; Festival Nacional de Teatro de Grupo – Santos; Festival Passo de Arte; Festival Nacional de Teatro Cidade de Guarulhos; Festival Nova Dança – Sorocaba; Festival Música Nova e Festival Águas de Março – Franca, recebendo prêmios de melhor figurino, trilha sonora, indicação de melhor atriz e menções honrosas pela pesquisa de linguagem realizada, somando mais de cem premiações.

Os espetáculos também já foram apresentados em projetos de pesquisa que objetivam refletir a arte de vanguarda, como na Oficina Cultural Oswald de Andrade – Secretaria de Estado da Cultura/SP (Meu Dentro é o que Escorre); Projeto Reflexo de Cenas – Sesc Consolação (Meu Dentro é o que Escorre/ A Palavra do Silêncio); Projeto Rumos do Teatro – Sesc/Santos (Meu Dentro é o que Escorre/ A Palavra do Silêncio) e Projeto Estréias e Idéias – Sesc/Santos (Exodus). Entre os prêmios especiais, o ‘Arte Sem Barreiras’, do Projeto Além dos Limites / FUNARTE; e a homenagem da Câmara Municipal de Santos – “20 anos de Existência e contribuição para a Cultura na cidade de Santos”.

*André Azenha – Cia TamTam

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