Sesc Santos recebe oficina ‘Quadrinhos no cinema’ com André Azenha

As histórias em quadrinhos tornaram-se praticamente um gênero à parte no cinema. Hoje, toda uma indústria é movimentada pelas superproduções baseadas em gibis, desde a Comic-Con de San Diego, onde os principais estúdios anunciam seus lançamentos mais importantes e são influenciados pelas opiniões dos fãs, até as pré-estreias em vários países, inclusive o Brasil. De 6 a 9 de novembro (terça a sexta), sempre das 19h às 22h, o crítico de cinema, André Azenha, ministrará, na sala 2 do Sesc Santos, a oficina “Quadrinhos no cinema”. Inscrições a partir do dia 23: 3278-9800.

Nos encontros, serão retratados desde o início das adaptações das HQs para as telonas, na época das matinês nos EUA, até a evolução dos filmes, que deu uma guinada no início dos anos 2000 e se estabeleceu nesta década. Também serão abordados e discutidas produções como os primeiros seriados do Superman, Capitão Marvel e Batman, o Superman de Richard Donner, os Batman de Tim Burton, a influência desses filmes nas HQs, num percurso inverso, o entendimento dos estúdios sobre este nicho de mercado, inclusive no Brasil e, enfim, a ascensão do gênero nos últimos anos, culminando nos Batman de Christopher Nolan e os longas do Marvel Studios.

Cronograma. Introdução às histórias em quadrinhos; as primeiras adaptações dos gibis para os cinemas: a série animada do Superman, que rendeu até indicação ao Oscar de curta-metragem animado para um dos episódios, as séries do Superman, Batman e Capitão Marvel dos anos 40.

A evolução das adaptações; a série do Batman dos anos 60; a indústria passa a investir no merchandising: são criados bonecos, materiais de escola, desenhos animados, tudo para alavancar a audiência do seriado; o Brasil se rende à Batmania; o cinema também passa a influenciar os quadrinhos.

Começa a Comic-Com de San Diego; a série Superman, iniciada por Richard Donner; enfim, uma adaptação é levada a sério pela crítica; a importância ou não da fidelidade das adaptações cinematográficas em relação aos gibis; até que ponto é necessário ser fiel às HQs?

A segunda Batmania com os filmes do Tim Burton. Os demais estúdios percebem o filão e decidem, aos poucos, investir no gênero. No entanto, os fracassos do Batman de Joel Schumacher, do Justiceiro com Dolph Lundgren e do Quarteto Fantástico de Roger Corman fazem os produtores repensarem o segmento.

A volta por cima das adaptações. Blade, X-Men e Homem-Aranha retomam o carinho do público; os filmes sobre heróis deixam de ser meras aventuras fantasiosas e passam a abordar temas do cotidiano: preconceito, insegurança, manipulação do governo; as adaptações de HQs que não são necessariamente sobre heróis; a Comic-Com se torna o principal evento de entretenimento do mundo. Por que alguns filmes deram certo e outros não?

Christopher Nolan e “Batman Begins” fazem os quadrinhos serem levados á sério no cinema novamente e em maior escala; surge a terceira Batmania; a Marvel cria seu próprio estúdio cinematográfico e inicia um projeto ambicioso: heróis em filmes-solo para depois reuni-los num só, e dá certo; “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e “Os Vingadores” ultrapassam US$ 1 bilhão de dólares cada um – a indústria se consolida; “Batman – O Cavaleiro das Trevas” transcende o “filme de super-herói” e é encarado como um filme policial, drama, leva dois Oscars e faz história; as tendências das adaptações dos quadrinhos para o cinema; as vertentes dentro das adaptações dos quadrinhos.

André Azenha. Jornalista, crítico de cinema, editor do www.cinezen.net e do CulturalMente Santista (santoscultural.net), colunista de cinema do G1 Santos e Região,. Coordenador do curso de cinema do Centro Europeu Santos. Assessor de imprensa do Cine Roxy. É formado em Roteiro pela Escola de Cinema de São Paulo. Trabalhou com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho entre 2008 e 2009. Em 2011, fez críticas de filmes para a revista Época São Paulo. Mediou o ciclo Documentários Comentados, no Sesc Santos. Participa de e organiza ciclos de cinema e eventos culturais. É aficionado e colecionador de histórias em quadrinhos e assiste todas as adaptações dos gibis para o cinema. Autor do livro “Meu Namoro com o Cinema” e organizador da 1ª “Coletânea CINEZEN”.

*André Azenha – CineZen/CulturalMente Santista

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