Entrevista sobre políticas culturais com Nelson Rodrigues (PSL)

Nascido em Santos em 21 de outubro de 1956, Nelson dos Santos Rodrigues é solteiro e atua como servidor público estadual. O candidato concorre à Prefeitura de Santos pelo Partido Social Liberal (PSL/17)

Dentro do seu plano de governo disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (Baixe Aqui), nomeado como Programa Cidade Sustentável – Gestão Integrada, o prefeiturável resume sua proposta para a política cultural em: estimular e desenvolver a cultura local (porém, não se preocupa em detalhar em ações concretas). Confira a entrevista virtual com o candidato:

1) Sobre o plano, pode exemplificar em projetos ou iniciativas em como estimular/desenvolver a cultura local? Nós temos vários projetos que envolvem toda a área cultural, poderia dizer que faria isso ou aquilo, mas esse não é o caminho escolhido junto ao partido e meus assessores, decidimos trazer o povo da cultura para “Propor”, uma Gestão Participativa, onde os especialistas da área serão convidados a trazer suas ideias.

Estivemos conversando com o Junior Brassaloti¹, Zé Claudio Pimentel² e o Ricardo Vasconcelos sobre o Curta Santos e o espaço da Cultura no Governo Santista para termos uma visão mais ampla da atual situação. Recentemente conheci a Claudia Alonso (durante uma sabatina realizada pela Tribuna) e tomei conhecimento de seus projetos de Teatro ‘Inclusivo’, muito interessante e imprescindível para a sociedade santista.

Um de meus assessores (Fabrício) Participou com o Sr. Fábio Bacha, Miriam Vieira e o Grupo Cenicomania de um longo projeto Teatral (‘O Evangelho Segundo Zebedeu’), e se comprometeu a trazer propostas desses grupos. Mas além de tudo o ante exposto, acredito que a Cultura tem que estar inserida dentro de todas as Escolas (Teatro, Música, Dança, Poesia…) como ocorria antigamente, as escolas possuíam Grupos de Teatro, Bandas e Corais, Santos projetou vários artistas de renome. Infelizmente hoje, a chama da cultura se tornou uma brasa morna, e mantida aos sopros por alguns poucos.

2) Como você avalia a gestão da atual Secretaria de Cultura? O que pode melhorar? Creio que dispensa comentários. Se não fosse por conta de Curta Santos, Festa, Fescet³ e alguns outros poucos e parcos eventos, a Cultura de Santos se resumiria a pagar R$ 50 no Teatro Guarany para assistir as produções de São Paulo e Rio de Janeiro. Tudo pode melhorar, ‘Gestão Participativa’ e o restante do contexto citado acima. Santos possui ‘Mestres’ em diversas Áreas, que nunca foram consultados.

3) Onde podem ser criados novos equipamentos culturais? E quais equipamentos culturais podem ser recuperados? Podemos criar e adaptar equipamentos culturais em todas as escolas pública, devemos criar equipamentos em todos os bairros. Andando pela cidade podemos ver um grande número de crianças e jovens ociosos, que acabam “acolhidos pela malandragem”, caso houvesse espaço cultural nos bairros, esse efeito seria minimizado. No tocante a recuperação de equipamentos, isso é obrigação da prefeitura, não é proposta de governo. Manutenção de equipamentos públicos é obrigação do governante.

4) Você já acompanha as mobilizações artísticas e o Conselho Municipal de Cultura? Sim, eu e meus assessores acompanhamos as mobilizações artísticas, e diversas atividades que a integram, inclusive, sou um frequentador da cinemateca.  Participo de alguns Conselhos Municipais e alguns órgãos reguladores de atividades na cidade, contudo não tive oportunidade até o presente momento de participar do Conselho Municipal de Cultura.

5) Caso eleito, Santos será integrada no Sistema Nacional de Cultura logo no primeiro biênio da sua gestão? O Sistema Nacional de Cultura, e a PEC 34/2012 (Projeto de Emenda a Constituição), que segundo seu texto, permite que: “os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão seus respectivos sistemas de cultura em leis próprias”. E, seguindo o supracitado, qualquer atitude na Área da Cultura será tomada em conjunto com os especialistas da área, até mesmo a participação direta ou não no Sistema Nacional de Cultura.

¹O nome correto do produtor cultural é Junior Brassalotti

²Zé Cláudio Pimentel não é artista, mas jornalista

³O Festival de Cenas Teatrais é abreviado como Fescete

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