‘Nova York, Eu te amo’ é exibido no Cineclube Lanterna Mágica

Hoje (9) será exibido no Cineclube Lanterna Mágica o filme ‘Nova York, eu te amo’, de Mira Nair. O longa-metragem faz parte da mostra ‘Cidades Invisíveis’, que traz 14 filmes atuais para representar um pedaço do mundo e deixar visível aos olhos do espectador o que está oculto nas cidades. As exibições serão gratuitas às quartas-feiras, às 16h, na Unisanta (Rua Cesário Mota, 8, Bloco E/Santos).

Sinopse. Vários curtas e filmetes menores que compõem um caleidoscópio da metrópole que nunca dorme, misturando histórias de amor, humor, medo e todas as conexões de sentimentos pertinentes a uma cidade como Nova York. O longa conta com os atores Hayden Christensen, Rachel Bilson, Andy Garcia, Natalie Portman, Irfan Khan, Orlando Bloom, Christina Ricci e Ethan Hawke.

Crítica – Érico Borgo/Omelete. Mesmo tendo passado quase minha vida inteira em uma megalópole, São Paulo, não dá muito bem pra explicar a sensação que senti ao pisar pela primeira vez em Nova York. Era dezembro de 2000, eu não tirava férias há uma década e sempre sonhara em visitar aquela que é uma das cidades mais queridas do planeta. Pois a Big Apple não me decepcionou.

A fumaça misteriosa saindo dos bueiros, cortada por um apressado táxi amarelo evocava Taxi Driver. O Central Park nevado parecia saído de um filme de Woody Allen. Os leões da Biblioteca Municipal davam a impressão que se eu olhasse para trás daria de cara com os Caça-Fantasmas. E os onipresentes edifícios Empire State e as Torres Gêmeas dominavam a paisagem, fazendo lembrar King Kongs de décadas distintas.

Voltei mais duas vezes pra lá. A última em agosto passado. E apesar de notórias ausências na paisagem, aquilo que eu senti em 2000 só aumentou. De uma maneira estranha você acredita que pertence a NY… e ao mesmo tempo a cidade pertence a todo mundo, inclusive a cineastas como Mira Nair, Fatih Akin, Allen Hughes, Brett Ratner, Yvan Attal, Jiang Wen, Shunji Iwai, Shekhar Kapur, Randy Malsmeyer e Joshua Marston, além da estreante atrás das câmeras Natalie Portman, que assinam os doze curtas de Nova York, Eu Te Amo (New York, I Love You).

Com tantos nomes na direção, obviamente altos e baixos eram esperados. Mira Nair e Joshua Marston fazem dois dos melhores. Já Brett Ratner destoa como luzes neon e freios ABS em uma das carruagens turísticas do Central Park. Observando os talentos que estão ao seu lado não dá nem pra entender o que ele faz ali.

De qualquer maneira, mal dá tempo de sentir o deslocamento de Ratner. Diferente de Paris, Eu Te Amo, que originou a série Cities of Love, idealizada pelo francês Emmanuel Benbihy, este segundo projeto busca uma forma menos engessada de contar histórias inspiradas pela cidade. Se o primeiro tinha cartelas entre cada filminho, este mistura personagens e histórias, resultando em um apanhado orgânico de cenas. Para auxiliar nessa composição, uma personagem “coringa”, videoartista, vaga ao longo dos curtas, registrando-os.

União à parte, cada segmento tem sua própria identidade e carrega a marca de seu realizador. Através da montagem, os filmes são perfeitamente combinados entre si… como se fossem prédios diferentes em uma vizinhança multicultural. Todos tratam do mesmo tema, afinal: o amor, algo que pessoas de qualquer raça, origem ou crença entendem. Não é por acaso que em determinado momento alguém diz que “o que mais gosto em Nova York é que todo mundo aqui veio de outro lugar”. Relacionar-se – e amar – Nova York é mesmo muito fácil.

*Omelete/AdoroCinema/Cineclube Lanterna Mágica

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