‘Pânico na Cidade’ é o espetáculo da Cia. Quase Nada na Fonte do Sapo

Direto da Capital, a Cia. Quase Nada de Teatro encena o espetáculo ‘Pânico na Cidade’, de Fernando Arrabal, em comemoração aos 80 anos do escritor espanhol Fernando Arrabal e dos 50 anos de fundação do Movimento Pânico. A peça será encenada na Fonte do Sapo neste sábado (5), às 13h e 16h.

O espetáculo ‘Pânico na Cidade’, que junta os textos: ‘Piquenique no Front’, ‘Strip-tease do Ciúme’, ‘Oração’ e ‘Uma tartaruga chamada Dostoievski’ e tem direção de Alan Brum e Sergio Lessa. Bóris Duque é quem faz a trilha sonora das cenas interpretadas pelo elenco: Felipe Ramos, Gerson Almoster, Gisele Freire, Guto Mendonça, Henrique Zanoni, Sergio Lessa e Suia Legaspe.

Da costura desses textos curtos surge a proposta: Pânico na Cidade idealizada pela Cia. Quase Nada, que discute, a partir da exploração da linguagem teatral do movimento pânico, as características do absurdo com o cruel, o irônico e o onírico.

‘Piquenique no Front’, é a primeira peça escrita por Arrabal, retrata os absurdos da guerra e suas motivações. Já ‘Strip-tease do ciúme’, expressa, de modo não verbal, o embate entre oprimido x opressor.

Em ‘Oração’, dois mendigos, após cometerem um assassinato, se refugiam na Bíblia em busca de um caminho para se tornarem bons e puros. E ‘Uma tartaruga chamada Dostoiévski’ relata o encontro de um casal e uma tartaruga radioativa em um zoológico, usando essa situação nonsense para questionar paradigmas estabelecidos pela sociedade.

A confusão, o humor, o terror, o acaso e a euforia são os fundamentos da maneira de ser pânica. Esse recorte ampliado, proposto pelas peças escolhidas, permite que o público não seja apenas assistente, rompendo assim, com a sua condição passiva, permitindo levá-lo ao rito ou ao jogo.

Cia. Quase Nada. A companhia existe há sete anos; é um núcleo de pesquisa teatral idealizado pelo diretor Alan Brum, que ao formar-se no INDAC, Escola de Atores em São Paulo, convidou as atrizes e parceiras de cena, Gisele Freire e Rubia Reame, para montarem um grupo focado na linguagem do teatro contemporâneo.

À companhia juntaram-se também outros profissionais saídos da mesma escola de teatro, que se distribuíram nas funções de atores, produtores, figurinista e cenógrafo para completar um time que passou a trabalhar em busca de uma arte que se comunicasse intimamente com o público.

*Cia. Quase Nada de Teatro

 

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