Cia. Os Crespos realiza workshop e apresentação no Espaço Teatro Aberto

No dia 04/fev, a Cia. de Teatro Os Crespos realiza workshop gratuito sobre o Teatro Negro no Brasil às 14h no Espaço Teatro Aberto (Praça dos Andradas, 102/Santos). Às 21h, a companhia faz apresentação da peça ‘Além do Ponto’. Ingressos a R$ 5.

Os atores Sidney Santiago e Lucélia Sérgio interpretam um casal em fase de separação.  José Fernando de Azevedo, indicado ao Shell como melhor diretor, professor da EAD (Escola de Artes Dramáticas da USP), dramaturgo e integrante do grupo Teatro de Narradores, em São Paulo, assina a direção.

O processo, como sempre acontece com Os Crespos, foi colaborativo, e o trabalho busca a poesia semabandonar a narrativa – uma das pesquisas do grupo. O jogo dos personagens em cena é, apartir da separação, tentar imaginar um amor sem dor, a separação como a cura para uma doença e não como um fim.

Durante a pesquisa para a dramaturgia,Caio Fernando Abreu, Roland Barthes, Fafá de Belém, Marvin Gaye e Roberto Carlos fizeram parte dos ensaios e improvisos. Segundo Lucélia, atriz do espetáculo, “a maior dificuldade é fugir dos clichês que, imediatamente,aparecem quando queremos falar de amor”.

A direção de arte é de Antônio Vanfil, que criou um cenário inspirado no apartamento de um casal que acaba de seseparar, entulhado de objetos, caixas no chão, livros e discos espalhados, tudoa ser dividido e transformado.

O fato de a encenação ocorrer em umcorredor com plateia dos dois lados, reforça o conceito de separação e faz comque o espaço se torne um aliado do cenário.

“Será que o fim nos permite reconhecer, de novo, uma primeira vez?”, completa o diretor da peça. Os personagens imersos nessa situação limite – que é uma ruptura – olham para seu percurso, seus encontros, já em outro lugar, com o olhar da mudança. O objetivo da montagem é chegar a um ambiente de afetividade em que a relação deproximidade com o público possibilite uma conversa, pensar sobre o que permanece depois do fim, o que tem continuidade própria.

Vídeos, dj e microfone interagem com a peça

Durante a pesquisa para a criação da dramaturgia, os atores registraram em vídeos depoimentos pelas ruas de São Paulo, colhendo histórias de amor pessoais. Durante esta etapa do trabalho, uma pergunta foi escolhida para fazer ao público: “Como seus pais se conheceram?”. E de indagação simples assim, surgiram depoimentos surpreendentes.

“Para responder a esta pergunta, a pessoa pensa – de onde eu vim? – e isso gera uma resposta sempre interessante”, comenta José Fernando, diretor. Alguns destes vídeos são projetados durante a peça confrontados com relatos dos próprios atores. Outra novidade é que a trilha será operada por uma dj, a Dani Nega, que tem dentro dapeça, espaço para o improviso junto com a plateia. Já o microfone é utilizado pelos atores nos momentos de narrativa e diálogo com o espectador. A luz de Mauro Júnior é minimalista e privilegia a narrativa do espetáculo.

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