‘Jacinto – O Sansão do Cais Santista’ é lançado hoje

Pedro chega ao Porto de Santos em meio a uma greve que paralisa o embarque e o desembarque de café, resultado da revolta dos carroceiros, indignados com a lei da Câmara para que se cadastrem na Polícia. “Para quê? Não somos bandidos, mas sim trabalhadores” brandam em alto e bom som os grevistas. NBesses conturbado cenário Pedro conhece Jacinto e suas vidas se entrelaçam. A dupla é a protagonista do mais novo livro de ficção do jornalista Sergio Williams, que ele autografa hoje, ás 18h, no Museu do Café (Rua XV de Novembro, 95/Santos).

‘Jacinto – O Sansão do Cais Santista’, possui história, nomes e locais reais, aventura, personagens criados e um mistério que só se revela e se compreende no final. E privilegia a amizade e a lealdade. Jacinto foi uma figura emblemática do porto entre o fim do século XIX e início do seguinte. Era o único que conseguia (apesar de, dizerem, não ser musculoso) equilibrar sobre os ombros cinco sacas de café. Cada uma pesava ‘apenas’ 60 quilos.

Ele fazia parte das lidas (nome da operação) que, das carroças, carregavam as sacas de café até os porões dos navios, em enormes filas indianas. Trabalho pesado, árduo e que rendia 80 réis por saca, o que seria hoje cerca de R$ 0,50. “Após a jornada diria que a soma dava apenas para comprar uma camisa”.

Apesar de ter existido, nada mais se sabe sobre esse portuário do que a origem espanhola. Acostumado à pesquisa criteriosa, Sergio não encontrou registros de sobrenome, situação civil, filhos, paentes… Nao se sabe quando e como ele morreu (fala-se em suicídio). Pedro é um personagem ficcional contemporâneo. Por meio de um mecanismo, volta à época de Jacinto e, apesar de não se conhecerem, eles têm uma ligação muito forte.

“Pedro tem uma missão a cumprir no passado, e Jacinto sonha ser famoso e viajar pelo mundo. Uma surpresa ao final aguarda o leitor”, diz o autor. Quando cita locais ou nomes do delegado, prefeito, de autoridades, é real. “O livro também traz parte da nossa história”.
‘Jacinto – O Sansão do Cais Santista’, em 1.5000 exemplares, chega às livrarias graças ao Facult, incentivo à cultura dado pela Secult. Sergio foi um dos selecionados após superar etapas estabelecidas no edital.

*Jornal A Tribuna

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