Cine Posto 4 recebe cinema nacional

A partir desta sexta-feira (4) ao dia 10, o Cine Arte Posto 4 (praia do Gonzaga) fica em cartaz o drama ‘Meu país’. O filme mostra o retorno do personagem Marcos ao Brasil, após o pai ser vítima de uma doença. A volta também marca o reencontro dele com irmão Tiago e a chegada de Manuela, uma irmã desconhecida que sofre de deficiência intelectual. Elenco: Rodrigo Santoro, Paulo José, Cauã Reymond e Débora Falabella. Direção: André Ristum. Ingressos: R$ 3,00. Sessões: 16h, 18h30 e 21h. Direção Classificação: 12 anos.
meu_pas.jpg

Sinopse. Após anos fora do Brasil, separado da família pela distância e pelo afeto, Marcos (Rodrigo Santoro) é obrigado a retornar ao país quando seu pai, Armando (Paulo José), sofre um derrame. Executivo, casado e bem-sucedido na Europa, Marcos reencontra Tiago (Cauã Reymond), seu irmão mais novo. Ao contrário do primogênito, Tiago não tem vocação para os negócios. Para aumentar o conflito entre os irmãos, eles descobrem que possuem uma meia-irmã, Manuela (Débora Falabella), vítima de deficiência intelectual. Uma filha que Armando sempre manteve escondida de toda a família.

Crítica – Por Celso Sabadin. Um introspectivo e delicado drama familiar filmado de forma igualmente introspectiva e delicada. Assim e Meu País, estreia do cineasta André Ristum na direção ficcional de longas.

O roteiro trabalha sobre a dicotomia de dois irmãos de comportamento antagônico: Marcos (Rodrigo Santoro), o mais velho, é um executivo bem sucedido que leva uma vida luxuosa na Itália. Já Tiago (Cauã Reymond) é um mauricinho irresponsável que vive do dinheiro acumulado pelo pai (Paulo José, em pequena porém marcante participação), em São Paulo.

É exatamente a morte deste pai-provedor que desestrutura a falsa, frágil e aparente estabilidade familiar. Forçados ao reencontro, estes dois irmãos de nomes bíblicos se vêem diante de problemas e encruzilhadas de vida que os obrigarão finalmente a encarar inevitáveis conflitos eternamente adiados.

Ainda que o tema grite, tudo em Meu País é contido e elegante. Ristum consegue passar para o filme o sentimento de grito preso na garganta que permeia a trajetória do protagonista Marcos. São emoções represadas, um choro eterno que se recusa a sair. Sempre próxima dos atores, a câmera busca cumplicidade com a platéia, perscruta o íntimo silencioso de cada um.

O elenco, completado por uma ótima Débora Falabella em papel difícil, entrega interpretações marcantes e críveis. Tudo emoldurado por uma bela fotografia em tons esmaecidos e grãos ampliados que sublinham o momento árido de uma situação na qual brilhar não é possível.

Ó único senão talvez seja apenas o título – Meu País – de boa força dramatúrgica, mas perigoso mercadologicamente. O público, invariavelmente desavisado, talvez não seja atraído por ele, e acabará assim por perder uma belíssima obra. Tomara que não.

*Prefeitura Municipal de Santos/Cine Arte Posto 4/Cineclick

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s