Teatro e Dança da 2ª Mostra de Arte Contemporânea Caiçara

O grupo experimental de música contemporânea caiçara Percutindo Mundos reúne compositores, bailarinos, artistas plásticos, fotógrafos, escritores, intelectuais e representantes de diversas expressões culturais do litoral paulista para a “II Mostra de Arte Contemporânea Caiçara” Casa da Frontaria Azulejada – Rua do Comércio, 96/Santos -, dentro da programação da Virada Cultural 2011, entre às 10h e 18h. Unindo tradição e vanguarda, o principal objetivo da Mostra é provocar reflexões sobre identidade cultural e arte. Confira abaixo os participantes da Mostra de Teatro e Dança:

Pindá, a menina do mar – Ciranda Caiçara – Teatro. Projeto desenvolvido por Adrinae Almeida e Márcio Barreto com alunos do 6º e 7º ano na Escola Municipal Lucio (São Vicente /SP), onde através de oficinas de teatro, música e construção de instrumentos musicais acontece a interação entre Ciências e Arte. “Pindá – a menina do mar” é uma adaptação teatral do livro homônimo de Lucas Carrasco que conta a vida de uma menina caiçara.


Escola Livre de Circo – Gaia’thos – Circo. O nome Gaia’thos vem de (Gaia) Terra , o planeta em sua biologia e (Athos) cena. Para o grupo, o sentido do nome é algo como atuar em prol do bem estar de todos através da educação, entretenimento e divulgação da arte. Ex-alunos das Oficinas Pagu formam Gaia’thos Cia. Circense. Apesar do pouco tempo de existência da Gaia’thos, os integrantes têm a favor a experiência adquirida em outras atividades artísticas e esportivas como dança, balé, teatro e capoeira. ‘Cada um tem sua carta na manga, eu treino capoeira há mais de dez anos e isso me ajudou muito para aprender figuras no tecido acrobático’, conta Maíra de Souza, que também é professora de Educação Física.

Mantra Yoga Transcendental – Música.


Atro Coração” – Christyane Amici, Márcio Barreto – Teatro. Escrito por Márcio Barreto há dezoito anos, época que se pensou em sua primeira montagem. Tempos depois o texto se perdeu, sendo reencontrado apenas em 2009, oportunidade em que foi reescrito. Sua dramaturgia foi criada através de uma livre adaptação intertextual, tendo como referências “O Colecionador” – John Fowles, “Romeu e Julieta” e “Otelo” – Shakespeare, “A Lua na Sargeta” – David Goods e “Cenas de um casamento” – Ingmar Bergman, além de ser inspirada em outras obras que, de uma maneira ou outra, se relacionam com o tema da peça. “Atro Coração” coloca dois personagens, Lilith e Gabriel, em uma situação limite: o rapto. Por um lado, o amor que leva à loucura, por outro, o amor que nasce do medo da morte, explorando um universo dividido entre sonho e realidade, o leitor é levado para dentro de pensamentos e emoções conflitantes. Lilith, após ser expulsa do paraíso, apaixona-se pelo anjo Gabriel e começa a seduzi-lo em sonhos. Como punição, Deus os lança à terra em forma humana. Sem a memória de suas vidas passadas, vagueiam pelos dias atuais até se encontrarem; enquanto Lilith permanece no mais completo desprezo, Gabriel se apaixona imediata e perdidamente. O amor o enlouquece até que leva adiante seu derradeiro plano: seqüestrar o objeto de seu amor.

Núcleo de Pesquisa do Movimento – Imaginário Coletivo de Arte – Dança. O Núcleo de Pesquisa do Movimento – pertencente ao Imaginário Coletivo de Arte – formado em fevereiro de 2011, é resultado de anos de pesquisas desenvolvidas em diferentes áreas que culminaram na busca de uma nova sintaxe corporal, através da reflexão sobre os processos criativos na Arte Contemporânea Caiçara. Seus integrantes convergem da dança, eutonia, teatro, circo, música e “Le Parkour”. Estão diretamente ligados a experimentação através de núcleos de pesquisas desenvolvidos no Espaço de Consciência Corporal Célia Faustino (2003), no grupo Percutindo Mundos – música contemporânea caiçara (2008), na Cia. Etra de Dança Contemporânea (2001) e no Projeto Canoa – pesquisa da Cultura Caiçara (2007). A presente pesquisa tem como temas o improviso, a composição em tempo real, o movimento e não-movimento e o espaço como potencialidade de transformação. Une o pensamento ao corpo, a filosofia ao gesto e a emoção à pele. Assim a sintaxe corporal converge para o minimalismo, a aleatoriedade, a mistura entre a ancestralidade e a contemporaneidade, a miscigenação, o hibridismo, o nomadismo e as ressignificações da identidade cultural caiçara. Bailarinos: Célia Faustino, Davi Soares, Edvan Monteiro, Flávia Sá, Jean Ferreira, Jode Manzato, Márcio Barreto, Tatiana Pacheco – Músicos: Alessandro Atanes, Márcio Barreto, Raphael Lange, Tarso Ramos – Fotógrafa: Christina Amorim.

*Márcio Barreto – Percutindo Mundos

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