Perfil: Rosinha Mastrângelo

Rosinha Mastrângelo – Nasceu em Santos, 03/mai/11; Faleceu em Santos, 17/set/86.


Patrona da cadeira número 36 da Academia Feminina de Ciências, Letras e Artes de Santos (AFCLAS), Rosinha di Nájoli Mastrangelo, mulher emotiva e apaixonada, nasceu a 3 de maio de 1911. Filha de Pedro Mastrângelo e de Dª. Marianna di Napoli Mastrângelo. Admirada e, sobretudo, respeitada como artista e cidadã santista, foi eleita patrona da cadeira nº 36, a AFCLAS. Escritora, jornalista, poetisa, e radialista, teve longa carreira artística. Iniciou seu trabalho como jornalista, em 1932, sendo uma das primeiras mulheres a trabalhar no jornal O Estado de São Paulo. Cronista de Carnaval, escreveu, durante alguns anos sob o pseudônimo de Pierrot Azul.

Mulher de hábitos simples e personalidade marcante, dedicou parte de sua vida à filantropia e à radiodifusão, na qual se iniciou em 1939, na Rádio Clube de Santos. Escritora especializada em rádio-novelas, arrebatou seus ouvintes durante 40 anos. Seus programas Teatro de Atenas e Romance para Você ficaram em evidência durante 11 anos, na Rádio Atlântica de Santos. Suas poesias foram publicadas em dois livros: Poemas para seus olhos e Sentimental. Em Momento de Meditação e Fatos sem Fotos presenteou o público com suas crônicas. Em 1950 realizou o 1º festival do Teatro Amador de Santos. Rosinha Mastrângelo faleceu na madrugada do dia 17 de setembro de 1986.”

Poema: Aspiração

Nessa estrada que um dia foi florida
e onde subsiste hoje somente a mágoa,
nasceu-me um dia uma emoção sentida
que me deixou os olhos rasos d’água.

Aos poucos, em minh’alma dolorida,
essa angústia surgiu cinzenta e vaga
e hoje, pairando qual nuvem pressaga,
há um silêncio de dor na minha vida.

Fitando a triste escuridão de agora,
min’alma lembra ainda do passado
e sonha com uma nova primavera!

Eu sei que é tudo em vão… Ah! mas quem dera,
a este meu coração amargurado,
hoje florir como floriu outrora!

6 pensamentos sobre “Perfil: Rosinha Mastrângelo

  1. Só hoje escrevo, lamento o atraso. Faço homenagem à minha madrinha literária Rosinha Mastrângelo, a quem devo o início da minha história nas letras. Jamais a esqueci querida Rosinha.

  2. EU ERA MUITO CRIANÇA,MAS LEMBRO COM MUITO CARINHO ACHEI ATE UMA FOTO PERDIDA , LEMBREI DELA NA CASA DE MINHA AVO SAUDADES!

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